11 de abr. de 2014

Poesia: Chuva

















Chuva
 
Água que minha mágoa,
Mistura à gota salgada.
Seu gosto de mar não acalma,
O sabor de alma aprisionada.
 
Lágrima tal qual a chuva,
Preenche espaços em mim
Vazios e secos de tudo.

Jorge Jacinto da Silva Jr.

8 de abr. de 2014

Poesia: Confiança






















Confiança

Sou confiante absoluto na fluência do tempo
Nada que é ruim se mantém vivo para sempre
Tão pouco o que é bom persiste em bondade por acaso
Há um Mistério entre o aqui e o além subsistente

Acredite quanto mais pesada for a cruz a qual carrega
Mais fortes serão seus braços para suportar esse peso
Com fé você tem a força que sua vida tanto espera
Mas não se prenda ao material que te induz ao apego

É preciso ao menos tentar e jamais desistir de seus planos
Faça por merecer a confiança em você depositada
E não se renda a sedução de um sedentarismo cômodo
Mexa-se e não veja a vida passar como se vive em nada

A confiança se conquista com entusiasmo na vida.
Carregando no olhar um propósito fixo,
e com o amor no coração.

Autor: Jorge Jacinto da Silva Jr.


3 de abr. de 2014

Poesia: Chama Descontrolada















C h a m a   D e s c o n t r o l a d a

Do fácil acender da chama,
O difícil é apagar o incêndio.
Por isso não venha com medo,
Porque não vou te poupar.

Vou envolver-te na trama,
Deste chegar de calor ardente,
Como certo comburente
Para seu fogo alimentar.

Sou este homem,
que pouco a pouco
como fogo se consome.

Jorge Jacinto da Silva Jr






11 de mar. de 2014

Cativa-me...















Cativa-me

Mas se tu me cativas...
Não teremos a necessidade um do outro.
E neste desprendimento está,
O início do verdadeiro Amor.

Jorge Jacinto da Silva Jr.

27 de fev. de 2014

Poesia: Caminho Reto


























Caminho Reto

Somente dois são os pontos certos.
A partida e o momento de chegada.
Recordações fazem parte do trajeto,
Mas disso tudo não se leva nada.
Nem tão pouco esta pesada bagagem.

O cansaço não me prevalece nem um instante.
Meus objetivos são concretos e sou persistente.
A justiça que procuro é a capacidade consoante,
Em dar ao outro o que merece de forma competente.
E nisso, não há tempo para contemplar a paisagem.

Não se pode deixar que cresça a esperança
Muito maior do que a gente perceba o perigo.
É esta inteligência simples e verdadeira
A qual interliga todos os seres vivos.
Por isso, não fique a sabotar seus sonhos.

Garanto unívoco, que dos caminhos para se trilhar,
Não importa o que aconteça e quanto evoluímos,
São nos obstáculos para se ultrapassar
Que encontramos os ombros dos verdadeiros amigos,
E neste descansar que assim me recomponho.

Vejo, que aprendemos com isso muito mais
Na humildade de nosso silêncio inocente
Às palavras sem rumo de cunhos fatais.
Fúteis devem ser ignoradas de forma consciente.
Pois, o certo sempre será o caminhar reto.


Jorge Jacinto da Silva Jr







25 de fev. de 2014

Poesia: Barco de Papel





Barco de Papel

Vou
Ao Porto seguro
Dos braços do meu Amor
Um balançar de marola onde a gente namora
Maduro, navego buscando em você o farol para me guiar na escuridão
Sem bússola para orientar algumas vezes vou navegando contente
Sempre consciente por saber onde parar para descansar
Navego o mundo em mim e assim vivo

Jorge Jacinto da Silva Jr.




12 de fev. de 2014

Poesia: A Nova Era...








A Nova Era

Não espera a hora.
Começa na transformação
de nossa mente em coração.
Algo que transcende vivo
de dentro para fora.
Todavia, sobrepõe
o entendimento da razão.

Jorge Jacinto da Silva Jr.

29 de jan. de 2014

Poesia: CARINHO


























CARINHO


Quero um pouco de carinho.
Mas não um carinho qualquer,
Desses que se encontra em bancas,
Ou sai em comerciais de televisão.

Quero um carinho certo.
Daqueles que de perto,
É mais gostoso e quente.
Não carinhos que logo se vão.

Não considero pedir muito,
Visto que é algo sem custo
Para quem está aberto a se doar.

Tem que ser assim sincero
Nada comprado que eu quero
Algo do jeito próximo a amar.

Jorge Jacinto da Silva Jr.





22 de jan. de 2014

Poesia: CABELOS DESARRUMADOS























Cabelos Desarrumados

Vejo, com olhos ainda dúbios
O desejo e a gratidão do perigo,
Deste olhar certo em minha direção.

Sorri observando seu conturbado
Tentar de seu esoterismo, até hilário,
Adivinhar o que estaria por acontecer.

Foi neste beijo na chuva
Que sua boca ficou muda,
E meu coração redeu-se sem pudor.

Desculpem-me aos apreciadores da beleza,
Mas uma mulher com cabelos molhados
E desarrumados é tudo de sedutor.

Jorge Jacinto da Silva Jr.











27 de dez. de 2013

Poesia: TEMPO BANDIDO


















Tempo   Bandido 

O tempo sempre nos rouba
Ainda que algumas peças de roupa
Que não nos servem mais

Escraviza os propósitos
Do pensar comodista notório
Que vive de percalços acidentais

Poupa somente o despertar partido
Este é o motivo do tempo ser bandido
Por levar nossa vida em segundos

Mas convenhamos, que nesta jornada 
Tempo não é problema para nada
Mas sua falta, desculpa para tudo.


Jorge Jacinto da Silva Jr.






26 de dez. de 2013

Poesia: Caminhar com as Próprias Pernas




















Caminhar com as Próprias Pernas

Tem uma hora,
E a maioria do tempo,
Que é preciso caminhar o agora
Sem render-se a lamentos.
Caminhar com suas próprias pernas
E tomar suas íntimas decisões,
pois as chances não são eternas.
Eis a lição!

Jorge Jacinto da Silva Jr.


Poesia: Busca de Ar














Busca de Ar

Percebe-se que o ar
Não é mais apenas ar
Tem agora seu perfume
Agora sinto-me imune
A qualquer tipo
de infelicidade.


Jorge Jacinto da Silva Jr.